logo

filiada à KARMA TEKSUM CHOKHORLING

Escola Karma Kagyü do Budismo Tibetano

KTC.SP

Grupo de Estudos Karma Kagyü Sao Paulo

LOCAL DE ENCONTROS:  ATELIER SUSANA URIBARRI  Rua Pamplona, 857  Térreo  Jd. Paulista Sao Paulo  SP.  CEP: 01405-001 - 055 11 3294-0806 (novo) e-mail: grkarmakagyu@hotmail.com e info@ktcsp.org

 

menu

 

Quem Somos   .::  Mestre .:: Atividades .:: Sangha  .:: e-Mail .:: galeria de fotos ::. cursos

 

Bhuda
::. buda Shakyamuni

::.budismo/ensinamentos

::. linhagem karma kagyü
 
Praticas
::. ensinamentos
::. cadastre-se
::. menbro afiliado
::. e-mail
::. quem somos
::. local de praticas
::. mestre
::. sangha
::. atividades
::. links
::. galeria de fotos.
::. livros
.: CD´S
::. cursos

 

Lançamento dos CDs. de Práticas de Tchenrezi, Tara Verde e Mahakala.
 
 

 

 

 

ENSINAMENTOS
Estado e natureza de Buda:

Prática do caminho Hinayana

por VEN. KENCHER THRANGU RIMPOCHE
 


A palavra-chave na prática do caminho Hinayana é vinaya, o código de disciplina monástica, que em tibetano – dulwa – significa “domar a si mesmo”. A palavra é bastante adequada se considerarmos, por exemplo, como se doma um elefante. Este animal é em princípio selvagem e, se quisermos montá-lo ou fazê-lo trabalhar ou levá-lo a algum lugar, não teremos sucesso. Mas, ao domá-lo, aos poucos poderemos montá-lo, fazê-lo trabalhar e levá-lo por toda parte. O elefante fica bem dócil e está sob o nosso controle.
Podemos aplicar essa analogia a nós mesmos. Em princípio, nossa mente, nosso corpo e nossas palavras são bastante rústicos e até selvagens. Isso significa que mesmo uma pequena irritação física pode nos “incendiar” e nos fazer sair brigando. Uma pequena irritação verbal nos descontrola e começamos a gritar, berrar e a maltratar os outros. Pequenas irritações mentais nos levam a ter vários pensamentos desagradáveis, agressivos. De maneira que, em princípio, nossa mente é bem selvagem e descontrolada. A prática Hinayana é feita para treinar nossa mente, para que ela eventualmente se torne bem dócil e aproveitável e aí estaremos prontos para lidar adequadamente com qualquer situação.
O processo de treinamento está relacionado com os compromissos que assumimos. Tomamos certos votos e seguimos normas para treinar. Fazemos isso porque nos habituamos a praticar atos não-virtuosos e, para acabar com esse hábito, fazemos certas promessas ou assumimos compromissos de praticar atos virtuosos que nos vincularão a uma atividade virtuosa. Esta é uma maneira bem prática de nos treinar a refrear as atividades não-virtuosas e nos acostumar gradualmente às atividades virtuosas.
À primeira vista, podemos pensar que os compromissos e votos são difíceis e muito restritivos e nos impedirão de agir de maneira benéfica. Parece que fomos colocados numa camisa-de-força ou numa prisão. Mas, na realidade, não é nada disso. A palavra em sânscrito para esse treinamento que abrange a tomada de votos e compromissos é shila que significa “frieza”. Foi traduzida para o Tibetano para tsultrim, que significa “manter a própria disciplina”, da maneira ensinada pelo Buda. Essa idéia de frieza dá uma impressão de relaxamento e tranqüilidade. É uma palavra muito boa porque leva a entender que, quando a virtude é mantida, ela cria felicidade e leva a uma situação boa, agradável. E quando se pratica atos não-virtuosos do corpo, haverá problemas, dificuldades e privações.
Da mesma forma, quando se usa a palavra de maneira imprópria, surgem mais problemas. Quando se mantém um discurso bom e puro, surgem resultados agradáveis. O mesmo se aplica à mente. Manter a mente pura traz muita alegria. Portanto, quando se pensa sobre isso cuidadosamente, pode-ser ver que manter os compromissos, fazer promessas e restringir as próprias atividades àquelas que são virtuosas são a chave da felicidade. Não é, de maneira alguma, uma restrição ou uma situação de dificuldade porque é a chave da felicidade. Por isso a palavra shila, em sânscrito, implica tranqüilidade e satisfação.
Para compreender todo a abrangência do significado de frieza e disciplina enquanto sinônimos, temos que pensar em suas origens. A palavra veio da Índia, um país extremamente quente no verão. Quando falamos de frieza, no Ocidente (e Hemisfério Norte), não nos parece uma boa qualidade porque lá faz muito frio. No Tibete, a palavra não é traduzida como frieza, porque trata-se de um país frio.
Mas, na Índia, a frieza é uma qualidade valorizada. Quando a temperatura sobe muito, o desconforto é grande e não se pode fazer tudo o que se deseja. Quando encontramos frieza em um local quente, nos sentimos mais alegres e confortáveis e no controle da situação. Portanto, quando não há um compromisso com a bondade, a pessoa tem muitos problemas e se sente desconfortável e sem o controle da situação. Quando se tem um compromisso com a virtude, ele é a chave para a felicidade e o controle da própria vida. A palavra frieza, portanto, dá uma clara percepção de toda a natureza do autocontrole e da boa conduta.
O Buda nos ensinou certos compromissos e votos para desenvolver nossas boas qualidades e abandonar as más. Mas se não pudermos abandonar completamente as coisas ruins, não devemos nos deprimir e pensar que não há meios de praticarmos o dharma.
O Buda, em sua compaixão, mostrou várias espécies de compromissos. Podemos tomar os votos de ordenação completa de monge ou monja ou nos comprometer a agir com toda a virtude possível e a evitar tudo o que for não-virtuoso. Se não conseguirmos isso, há o nível de ordenação de noviciado. E há também os oito votos leigos, chamados, em tibetano, de votos de genyen. Não temos que tomar todos os oito votos; podemos tomar um, dois, ou tantos quantos acharmos que conseguiremos manter na prática. Mesmo que não seja possível tomar esses votos por toda a vida, podemos tomá-los por determinados períodos de tempo. Podemos observar os oito preceitos por um dia ou alguns dias, como quando estamos em retiro. Trata-se, portanto, de uma situação flexível que pode ser adotada por diferentes pessoas, de acordo com suas capacidades.
A motivação do praticante Hinayana é basicamente preocupar-se com sua própria felicidade e libertação. Nesse nível, a pessoa não tem nenhuma preocupação especial com a ajuda aos outros. Trabalhar pela própria emancipação, todavia, não é uma coisa ruim. Na verdade, é muito bom porque, se não se pode ajudar todo mundo, ao menos a pessoa remove o próprio sofrimento e suas causas. Não há nada de errado nisso. Mas claro que, se puder ajudar todo mundo, isso é maravilhoso.
O desejo de ajudar os outros, na verdade, não é muito executável antes que se tenha algum grau de clareza e emancipação. Desta forma, trabalhar pela própria purificação é um passo muito positivo na jornada que pode terminar eventualmente na ajuda aos outros. É especialmente bom para as pessoas no início do caminho espiritual, porque é muito mais fácil pensar em termos de benefício próprio. Por isso o primeiro giro da roda do dharma foi a fase nos ensinamentos do Buda que se preocupou fundamentalmente em mostrar o caminho para a própria libertação.
Os três veículos da prática Budista
© Namo Buddha Publications
Tradução : Christina Pinheiro.
 
VEJA TAMBEN

Como: Chegar à KTC. SP
Pelo Metrô: pegando a linha Verde Ana Rosa > Vila Madalena descer na estação Trianon - Masp. (pela escada que indica Rua Pamplona, Jardins) Anda pela rua Pamplona um quarteirão e meio (entre Al. Santos e al. Jaú, lado esquerdo) De carro: pela Av. Paulista : sentido Centro, entra à direita na Al. Joaquim Eugênio de Lima, logo a primeira à esquerda, Al. Campinas até a rua Pamplona.     
Pela Av. Paulista, sentido Paraiso, entra diretamente à esquerda na rua Pamplona, anda um quarteirão e meio, sentido Jardins.
Estacionamento:  Rua Pamplona, N° 972 Juliu`s (convénio com 50 % de desconto)
KTC.SP - Grupo de Estudos Karma Kagyü São Paulo
Local: ATELIER SUSANA URIBARRI. Rua Pamplona, 857 - térreo - Jd. Paulista- São Paulo CEP: 01405-001 - Tel:
11 3294-0806 (novo)



 

               


 

Mahayana e Tantrayana (Vajrayana)
por VEN. KENCHER THRANGU RIMPOCHE
A atitude do bodisatva, o praticante Mahayana, é não se preocupar apenas com si mesmo, mas preocupar-se da mesma forma com todo o mundo. O amor e a compaixão de um bodisatva são imparciais porque quando nos identificamos com um certo grupo e nos concentramos nos benefícios a ele, há o risco de que prejudiquemos outros que não pertençam a esse grupo.
O caminho Mahayana, portanto, cultiva amor e compaixão totalmente imparciais, preocupando-se da mesma forma com cada ser, inclusive com não- humanos, como os animais. Normalmente nós nos preocupamos com nossos parentes e amigos, mas ajudá-los pode fazer com que outros se coloquem contra nós. Ou nos preocupamos com a nossa raça e nos colocamos contra outras raças ou culturas. Ou nos preocupamos com os humanos, mas dominamos os animais, para tornar a vida mais fácil para a humanidade. Tudo isso é comum ao pensamento tendencioso.
De acordo com a abordagem Mahayana, devemos nos preocupar da mesma forma com qualquer ser senciente – ou seja, com qualquer ser que tenha mente. Isso porque entendemos que, desde os tempos sem começo, cada um e todos os seres têm o mesmo desejo básico de encontrar a felicidade e se livrar do sofrimento. Neste sentido, todos os seres são iguais e, portanto, tentamos ajudá-los de maneira idêntica.

Natureza búdica
A união de sabedoria e vacuidade é a essência do estado de Buda, ou do que chamamos de natureza búdica (em sânscrito, tathagatagarba), porque contém a própria semente, o potencial do estado de Buda. Está em cada um e todos os seres e, por causa desta natureza essencial, do coração, há a possibilidade de se alcançar o estado de Buda. Mesmo estando em todos, ela não é óbvia, nem se manifesta, já que é encoberta por muitos pensamentos e obscurecimentos que a encobrem.
Esta natureza búdica, presente em cada um e todos os seres, nem sempre se manifesta. Um exemplo disso está no Uttara Tantra, na imagem de uma flor de lótus, que é feia enquanto ainda é botão. Mas dentro dela há uma pequena e perfeita estátua de Buda. Inicialmente tudo o que se vê é uma simples flor. Quando a flor se abre, no entanto, pode-se ver a forma do Buda, que sempre esteve lá. Da mesma forma, a plena natureza búdica está presente na mente de todos, mas sua presença e seu brilho estão encobertos.
Outro exemplo dado no Uttara Tantra é o do mel rodeado por muitas abelhas. O mel é doce, gostoso, mas enquanto está rodeado por abelhas, não se pode experimentar sua doçura. Este exemplo mostra, mais uma vez, que existe algo no próprio coração, mas por causa do enxame de abelhas que representa nossos obscurecimentos, não temos acesso ao que está sempre lá, o tempo todo.
O terceiro exemplo é de grãos de arroz dentro das cascas. Para obter algum valor nutricional dos grãos é necessário remover suas cascas. Não faz diferença se descascamos ou não, pois lá dentro sempre haverá o mesmo grão. Mas se quisermos ter acesso ao valor nutricional, a casca tem que ser removida.
O exemplo da estátua de Buda dentro do lótus mostra como a essência de Buda existe dentro dos seres, mas é encoberta por desejos, apegos e envolvimentos. As pessoas têm muitos obscurecimentos diferentes. O primeiro obscurecimento (klesha, em sânscrito) do apego é representado pelo lótus, porque quando alguém encontra algo muito atraente, tudo o que se quer é envolver-se com aquilo.
A flor de lótus nessa etapa é muito bonita, tem bela forma e cor – tudo associado à beleza e à atração. Mas, na realidade, se pensarmos bem, afora a beleza, um lótus tem utilidade bastante limitada. Além disso, a beleza se transforma – um dia a flor é linda, no dia seguinte ela murcha, perde a cor e apodrece e a beleza se foi. Esta é a própria natureza do desejo – num certo momento parece muito atraente, mas rapidamente percebe-se que aquilo não tem tanta utilidade nem vai durar como parecia.
No exemplo do lótus, só quando as pétalas se abrirem e caírem é que se pode ver a forma do Buda que sempre esteve lá. O mesmo ocorre com os desejos – até que eles sejam eliminados, não se pode enxergar a natureza de Buda que sempre esteve nos seres sencientes.
O segundo exemplo, do mel, mostra a cobertura ou a presença encobridora do segundo obscurecimento, da agressividade ou da raiva, que é caracterizada pelas abelhas. O mel é doce e saboroso. É como a natureza búdica, útil e benéfica a todos. Mas ao redor do mel estão todas as abelhas cuja natureza é o oposto. Elas são bem agressivas e ferroam. Enquanto elas estiverem lá, a situação é bastante difícil. Da mesma forma ocorre com a natureza da agressividade e da raiva, que também são bastante desagradáveis: ferroam e provocam dor. O mel está lá o tempo todo, mas não se chega a ele porque as abelhas o cercam. Se se descobre um meio de pouco a pouco se livrar das abelhas, pode-se chegar ao mel.
Da mesma forma, quando se elimina a raiva e a agressividade, pode-se desenvolver a tão benéfica natureza búdica.
O terceiro exemplo dos grãos de arroz com suas cascas é usado para apontar o terceiro grande obscurecimento, que é a ignorância ou a estupidez. A casca é bem dura e difícil de separar do grão, da mesma forma que a ignorância é grossa, resistente e difícil de nos livrar dela. Essa ignorância nos impede de acessar a natureza búdica.
De maneira geral, os seres são dotados de muita ignorância. Se comparados com os animais, os humanos são mais espertos em vários aspectos e têm mais saber. Mas esse saber dos humanos é bastante limitado. Nós, por exemplo, não podemos enxergar o que se passa atrás das paredes da sala onde estamos; não podemos ver o que acontece no resto do mundo. O conhecimento termina na parede. E mesmo sendo capazes de ver outras pessoas do lado de dentro das paredes, não temos idéia, fora algumas indicações, do que se passa dentro delas, porque a percepção humana não tem esse alcance.
Mesmo quando achamos que conhecemos os pensamentos de outra pessoa, freqüentemente cometemos erros. Se por exemplo temos um amigo e esse amigo sai, podemos começar a pensar: “O que será que ele anda dizendo sobre mim?” – desenvolvemos uma longa seqüência de pensamentos e acabamos convencidos de que ele anda falando mal de nós. Quando ele volta, podemos até provocar uma briga apenas porque nos enganamos sobre as suas intenções. Ou podemos pensar que um adversário, ao agir abertamente, está com outras intenções em relação a nós, mas isso também pode nos causar problemas se ele ainda for nosso inimigo. É difícil enxergar as coisas como elas verdadeiramente são.
Quando ouvimos os ensinamentos do Buda, aprendemos sobre a natureza do desejo, a natureza da aversão, e assim por diante. Mas leva muito tempo até que possamos compreender realmente o que foi ensinado. Mesmo achando que entendemos a fraqueza do desejo, por causa dos nossos padrões habituais, leva muito tempo até que possamos agir de acordo com o que sabemos. A percepção dos profundos aspectos da verdade é difícil de ser entendida muito rapidamente porque a ignorância tem raízes profundas. Por isso é comparada à casca de um grão: é dura, resistente e requer muito esforço para ser removida. Estes três exemplos mostram como a natureza búdica é igual a uma essência preciosa ou uma jóia dentro de nós, coberta por desejo, agressividade e ignorância. O Buda ensinou o dharma para nos mostrar como ter acesso a essa preciosa natureza búdica.
Há ainda outro exemplo no Uttara Tantra que ilustra bem isso. Séculos atrás uma preciosa estátua de ouro caiu e ficou coberta de poeira. Como ninguém viu que ela tinha caído, durante gerações e gerações as pessoas jogavam ali seu lixo e ela foi ficando mais e mais coberta, sem que ninguém descobrisse o que estava ali oculto.
Certo dia, um homem que era clarividente passou por ali e viu a preciosa estátua de ouro escondida. E disse a uma pessoa: “Você sabe que há uma bela e preciosa estátua de ouro escondida ali? Tudo o que você tem que fazer é escavar a terra, limpá-la e terá essa peça valiosíssima”. Alguém de bom senso teria ouvido o homem, encontrado a estátua, limpado, e ficado com a peça que estava lá há muito tempo.
Este exemplo é bastante claro: desde o início dos tempos, a preciosa natureza búdica está em todos os seres, apesar de coberta pela poeira dos obscurecimentos. E como não se percebe que existe essa preciosa natureza, os obscurecimentos vão crescendo. E então o Buda – que é como o homem que tem clarividência – nos diz: “Sabe, você tem uma natureza búdica. Tudo o que precisa fazer é descobri-la e limpá-la para que todas as suas excepcionais qualidades se manifestem”.
Aqueles que prestam atenção aos ensinamentos do Buda podem descobrir essa coisa única que sempre esteve em nós, o tempo todo, e que nunca nos demos conta até que nos foi dito. Para que essa essência seja descoberta devemos meditar na verdade, na essência dos fenômenos, na maneira como as coisas verdadeiramente são. Se fizermos isso, limparemos todas as ilusões e obscurecimentos que têm encoberto nossa essência. Meditamos na essência de todas as coisas que é a vacuidade. Através dessa meditação descobriremos que a vacuidade contém nela sabedoria e claridade. Ao nos acostumarmos com a vacuidade e a claridade, que são a essência universal ou dharmata, automaticamente eliminaremos todas as ilusões que obstruía esta visão.
Quando virmos a verdade de todas as coisas, todos os aspectos ilusórios não mais existirão. Para remover, portanto, os obscurecimentos e bloqueios da natureza búdica, precisamos primeiro entender a essência da vacuidade e da claridade. Quando reconhecemos sua existência, meditamos nela e nos aproximaremos cada vez mais da natureza búdica.

Estado de Buda: a realização

Agora chegamos à realização, que é o estado de Buda. Em tibetano, a palavra Buda tem duas sílabas: sang gey. Elas mostram as duas principais qualidades ou aspectos do mais alto objetivo do estado de Buda. O primeiro é o aspecto da pureza, que significa que se está liberto de todas as impurezas das contaminações, da ignorância e dos obscurecimentos.
A sílaba sang significa “desperto,” “desperto do sono da ignorância”, ou “purificado da ignorância”. A segunda sílaba - gey – significa “desabrochado” porque, livre das impurezas, toda a profunda sabedoria do Buda se faz presente, a claridade e a compreensão se desabrocharam total e completamente libertas dos obscurecimentos. O estado de Buda é, portanto, o completo desabrochar da mais alta sabedoria e pureza.
Os ensinamentos do Buda podem ser divididos em três níveis ou veículos principais, que são o Hinayana, o Mahayana e o Vajrayana. Outra maneira de analisá-los é uma divisão entre ensinamentos de sutra e tantra.
A palavra sutra, em sânscrito, foi traduzida para o tibetano como “ensinamentos” ou “explicação”. Geralmente, os ensinamentos dos sutras contêm todas as explicações, todas as maneiras de apresentar os vastos significados que o Buda deu durante sua vida. A tradição dos sutras é, portanto, uma maneira de apresentar os ensinamentos do Buda.
O outro aspecto é o tantra. Quando essa palavra em sânscrito foi traduzida para o tibetano, ela se tornou ju que significa “continuum”. Algumas vezes é chamada de mantra, que em tibetano é nga.
A palavra tantra, ou continuum, mostra a presença dessa natureza ou essência búdica em todos os seres sencientes desde o começo da existência e que continuará até que se alcance o estado de Buda. De modo que, ao se trabalhar gradualmente no caminho, passo a passo, a pessoa desenvolve seu pleno potencial e alcança o estado de Buda. Essa presença constante e contínua em nós é o que trabalhamos nos ensinamentos do tantra. (O caminho do tantra também é chamado de Vajrayana.)
Os três veículos da prática Budista
© Namo Buddha Publications
Tradução : Christina Pinheiro.
 

KTC SP é filiada à Karma Theksum Chokhorling, Centro da Linhagem Karma Kagyu do Budismo Tibetano sob orientação espiritual do Venerável Khenpo Khenrab Wangchuk, representante no Brasil de Sua Santidade XVII  Karmapa Ogyen Trinley Dorje.

voltar ao menu >>>

 

KTC.SP - Grupo de Estudos Karma Kagyü/São Paulo - Ensinamentos 1 -  Local de Encontro:Rua Pamplona, 857 - Térreo - Jd. Paulista - São Paulo - Brasil - CEP. 01405-001 - TEL. 11 3294-0806 (novo) Todos os direitos reservados. All rights reserved http://www.ktcsp.org  e-mail: grkarmakagyu@hotmail.com.br ou info@ktcsp.org